sexta-feira, 18 de maio de 2012

Todo nosso amor

Fomos o vento correndo veloz
Fomos o canto de uma só voz
Não temos tempo porque já passou
Somos fogo que nunca se apagou

Somos o amor que une os nós
Fomos loucura dos que são sós
Somos a verdade de quem nunca mentiu
Somos a saudade de quem já partiu

Caminhamos sempre com uma direção
Indo pro norte como dois irmãos
Encontrando o que procuramos no derradeiro final
Viajamos o mundo inteiro no nosso quintal

Somos a história e todos os heróis
Somos o encanto que ninguém destrói
Somos a lágrima que nunca caiu
Somos o semblante de quem sempre sorriu

Vencemos a batalha e estamos aqui
Pensando para onde ir
Somos a vitória e paz
Somos a fantasia e o nada demais

Tinhamos dúvidas e cartas na mão
Tinhamos súplicas e um só coração
Somos o chamado da ajuda amiga
Somos o amor e não a intriga

Somos o mundo veloz
A cura da minha voz
Que aprendeu a dizer
Que aprendeu a viver

Ficam os dias amargos e se vão os belos
Ficam os diários e os sorrisos amarelos
Se vão com o tempo a luta e a futura dor
Ficam as lembranças de todo nosso amor

Éramos os únicos com pensamentos e razão
Éramos a foto mais bonita
Éramos dois, força de uma legião
Somos a saudade de quem fica

domingo, 13 de maio de 2012

Podre

Faço da solidão um caminho
E sozinho me perco em outros braços
Sofrendo quebra de laços
Vivendo uma vida de morte
Buscando a minha força e perdida sorte

Faço do sofrimento aprendizado
Daquele que se aprende errado
E que fez do futuro já passado
Apenas dor
Faço desse meu último espetáculo
Nesse vil teatro
Que apenas viu o que não havia mostrado
A realidade mudou de cor

O rosto que estava aqui sumiu
Como o mundo pode girar quando o meu parou?
Uma vontade forte que se partiu
Uma parede no lugar do rosto que não voltou

Faço da perda uma história
Uma guerra sem vitórias
Um soldado morto pela sua própria cólera
Sou apenas metade
Brandi espadas contra inteiras hordas
Achei até que tinha sido a minha hora
Pra me ver livre dessa vida vazia e morta
Sou apenas ilusão da realidade

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cartas de amor sim

Melhor chorar a sorrir quando o dia é triste
Melhor coisa que existe é encontrar o seu lugar
Mesmo que não seja onde o sonho reside
Sei que não é tão distante de chegar
Chore, perca o ar
Mas nunca deixe de acreditar

Quando chover, lembre-se do sol
Que pelo menos na mente é dia claro
Melhor é viver de sorriso e futebol
Num campo todo verde do gramado
Chore, peça para lembrar
Do dia em que aprendeu a andar

Felicidade não é nem de verdade
É palavra e palavras são dissimuladas
São a parte perfeita da infidelidade
De uma ilusão mascarada
Chore, pergunte para quem souber enxergar
Como é o mundo sem amar

Não perca o último desejo
E nem caia na asneira de realizar
Não se entregue a um sortilégio ou beijo
Porque o vil remédio só diz remediar
Chore, mágoas não são para guardar
Cartas de amor sim

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estarei aqui

Fiz um sinal de entrega
Quando não havia ninguém do outro lado
Fingi estar na linha certa
Como eu faço
E mesmo que tudo se vá
Estarei aqui

As pessoas erram sem motivo
Acertam feridas
Com um tiro
Numa pessoa querida
E mesmo que tudo se vá
Estarei aqui

Acenei para o horizonte
Esquecendo o meu ontem
Achei que o amanhã viria
Mas não veio
E mesmo que tudo se vá
Estarei aqui

Dancei por salões vazios
Sozinho sem ter quem abraçar
Continuo sem direção
Sem pé pra pisar
E mesmo que tudo se vá
Estarei aqui

Meus vinte e dois passos
Não me levaram a nenhum lugar
Meus planos de um belo futuro
Não são nada mais nesse tipo de amar

Meus olhos estão fechados
Com a escuridão de um futuro passado
Esquecendo da dor
Fazendo dela, minha última fagulha de amor

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amanda 3

E num dia todo o tempo se vai
Como quem cai sem saber até quando
E mesmo que por enquanto eu saiba voar
Espero não errar novamente
Para no mesmo abismo não me perder
No escuro sem você

E num dia tudo virou noite
Como um golpe de foice sem alarde
Então já era tarde quando quis remendar
Os erros de amar e do coração
Como quem vivesse em vão
E se esquecesse de perdoar

E num dia o vento parou
Cansou de seguir sem caminho
Restou-se sozinho e disse-me adeus
Como se fosse o último suspiro seu
Adormeceu como pobre andarilho
E me disse ser apenas sonho meu

E num dia o meu amor virou poesia
Virou tinta da caneta velha
Que sempre erra
Como um coração que machuca sem querer
Fez dessa hora uma noite sem alegria
Um som de motosserra
Fez um mundo triste sem você

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amanda 2

É muita saudade que dói no peito
É tão verdade que não tem jeito
Só penso em Amanda
Seja num mar visto de um cruzeiro
Seja num simples veleiro
Seja numa varanda

Queria que o mundo soubesse da sua integridade
E sentisse a minha felicidade
Que tende a nunca se evaporar
Porque tu és a minha única vaidade
A minha mulher para a eternidade
A única que sei realmente amar

Teu amor é meu veneno e remédio
E não há médico que me cure
Ou que costure este peito
Porque está aberto este sujeito
Posso não estar certo
Mas é só você que acaba com o meu tédio

Venha ver tudo o que sobrou
E entender que apenas o meu amor restou
Venha ver um mundo diferente
Com mais pessoas contentes
Venha ser a minha pedra no caminho
Pois, pelo menos assim, não estarei sozinho

Seja como for e o que vier
Saiba que estarei sempre ao teu lado
Minha mulher
Seja quando for e seja o que der
Saiba que nunca estive tão apaixonado
Dá inveja a quem também, um amor como este, quer

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Segundo Livro de Renan Barreto: Projeto Labirintho





Galera, sei que quase nunca coloco aqui no blog nada sobre mim, mas gostaria de divulgar o meu trabalho além blog. Espero que gostem.

O mais recente trabalho do jornalista e escritor Renan Barreto, o livro Projeto Labirintho, será lançado oficialmente, na sexta-feira 18 de Novembro, às 20h, no Bistrô do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o MAC, cujo endereço é Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ. Símbolo da cidade onde o escritor nasceu, o museu, além de ser o grande ponto de referência do município, também será palco do lançamento do segundo livro de Renan, publicado pela Editora Multifoco sob o selo “Desfecho”, a mesma que publicou “O menino do balão”, primeira obra publicada do jornalista.

O livro conta a história de seis personagens de maneira não linear. São 14 capítulos com introduções que levam a interpretações que vão mudando a cada novo “episódio”. Mesmo não havendo linearidade extrema como nos livros tradicionais, ele possui uma história cujas lacunas vão sendo preenchidas até o último instante. Esses personagens são postos em situações complicadas numa prisão e, então, tentam fugir dela. Durante a jornada, eles se encontram, desencontram e vão conectando todos os pontos num clímax desesperador e, ao mesmo tempo, surpreendente.

Em Projeto Labirintho há uma gama de referências à cultura pop, que satirizam de certa forma, o que se vê no cenário atual da arte, principalmente cinematográfica. Isso porque o livro foi concebido primeiramente como um roteiro para cinema. “Quando comecei a escrever o livro, pensei nele como um filme, por isso há tensão e clímax em várias etapas da história. A ideia sempre foi entreter o leitor com uma história divertida e cheia de suspense. Foi difícil transformar o roteiro em livro, visto a quantidade de diálogos. O livro se sustenta nesses diálogos. Quero que o leitor imagine como são os personagens à sua maneira. Não quero impor nada”, diz o autor.

Liberdade é a palavra chave dentro da complexa história de Projeto Labirintho. Dentro do contexto da trama, o leitor é levado a crer que o conceito de liberdade é simplesmente sair da prisão. No entanto, ao chegar mais próximo do final, pode-se perceber que essa liberdade em questão é muito mais profunda do que quaisquer portas abertas de celas escuras.

Quando se trata do título do livro, as pessoas pensam no motivo pelo qual há a letra H na palavra labirinto. O autor responde da seguinte forma: “Este livro contém uma história que fora feita e recriada desde 2007 até 2011. Foram muitos adendos e o início de uma mitologia que será revisitada nas próximas obras, que serão lançadas muito em breve. O motivo de ter posto um H na palavra LABIRINTO é simples. A letra H costuma ser uma letra muda, ou seja, a palavra será lida da mesma forma com ou sem ela. No entanto a usei para dizer que há coisas importantes que podem existir em lugares que, a primeira vista, não nos damos conta que estão lá e qual é a sua importância ou o motivo pelo qual ela está lá. O H nesse caso representa essa dificuldade nossa de prestarmos atenção nos detalhes”, afirma Renan.

O primeiro capítulo está disponibilizado na íntegra no blog do livro: http://projetolabirintho.blogspot.com. Assim como imagens, impressões dos leitores, outros contatos e como comprar um exemplar.



Sobre o autor:

Renan Barreto é jornalista e encontrou na literatura uma válvula de escape para suas ideias, um lugar onde pudesse dar vida a tudo que pensa. Desde criança já demonstrava vontade de ser escritor: criava personagens, mundos mirabolantes, situações... Uma pedra virava montanha; uma gota d’água, Atlântida; um punhado de areia se tornava deserto com criaturas estranhas. Todos esses pensamentos correm pela cabeça do autor que prometeu a si mesmo nunca deixar de sonhar e permitir que a criatividade flua, assim como acontece com toda criança. Aos 10 anos criou uma série de histórias que perduraram por 8 anos e que aos poucos estão tomando vida de forma adulta em seus novos trabalhos publicados pela Multifoco. Escritor multifacetado, não se atém a um gênero específico, prefere poder escrever de tudo um pouco a muito sobre nada.


Sobre o MAC:

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói é um museu localizado na cidade de Niterói, Rio de Janeiro. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. Destina-se principalmente a obras pertencentes à arte contemporânea, todas datadas ao decorrer do século XX. Apresenta desde artes abstratas até obras retratando a ilusão da Monarquia Brasileira. O museu possui um acervo de 1.217 obras da Coleção João Sattamini. Um conjunto reunido desde a década de 1950 pelo colecionador João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil.



Sobre A Multifoco:

A Multifoco é uma editora especializada em publicar novos autores. Através de novas tecnologias e com uma forma diferenciada de organizar a produção editorial, a Multifoco consegue lançar livros inéditos com mais facilidade, porque aposta na internet e nos novos talentos para divulgar a nova safra de escritores brasileiros. O catálogo é recheado de trabalhos de todas as áreas da literatura e oferece, também, uma nova possibilidade para a publicação de livros acadêmicos.



Serviço:




Livro: Projeto Labirintho


Páginas: 152


Categoria: Suspense


Autor: Renan Barreto


Preço: R$ 35,00


Editora: Multifoco


Data: 18 de Novembro de 2011


Horário: De 20h às 23h


Local: Museu de Arte Contemporânea







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